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Medicamentos

Para ajudar a aliviar dores nas costas ou no pescoço, bem como outros sintomas que podem ser causados ​​por problemas de coluna ou relacionados à instabilidade vertebral, uma variedade de medicamentos podem ser prescritos pelo médico.

O objetivo ao prescrever medicamentos para pacientes com dor crônica deve ser a redução da dor e do desconforto do paciente, minimizando o risco do uso excessivo ou abusivo dos mesmos.

Antiinflamatórios Não-Esteróides (AINEs)

Este grupo de drogas inclui inúmeros medicamentos comuns, tais como a aspirina, o ibuprofeno, o cetoprofeno, entre outros.

Esses medicamentos têm efeitos analgésicos potentes que podem ser mantidos por longos períodos de tempo, sem maiores preocupações em relação à toxicidade e/ou dependência. Eles têm efeitos quase específicos na redução da dor e da inflamação nas espondiloartropatias inflamatórias. Suas propriedades antiinflamatórias e analgésicas podem promover o início e a manutenção do processo de recuperação, que pareceria impossível sem a ajuda medicamentosa.

Medicamentos Psiquiátricos

A dor tem sido caracterizada como um fenómeno multidimensional, que envolve diferentes sistemas do corpo. Até o momento, pouco se sabe sobre os mecanismos básicos que produzem ou perpetuam o componente sensorial da dor após o dano tecidual. Há também pouco conhecimento sobre a resposta comportamental do indivíduo à dor, o que é particularmente verdadeiro na dor crônica.

Algumas questões básicas devem ser abordadas para garantir o uso adequado dos medicamentos psiquiátricos para o tratamento da dor lombar. Em primeiro lugar, o profissional de saúde deve ter uma clara compreensão da etiologia da dor do paciente, a fim de perceber a chance de resposta às drogas. Os transtornos psiquiátricos que causam dor ou incapacidade também devem ser diagnosticados com precisão. Por fim, os pacientes devem ser “desintoxicados” do uso de analgésicos ou medicamentos sedativo- hipnóticos, visando avaliar a dor percebida e a capacidade funcional do paciente e com isso predizer a resposta terapêutica.

Os pacientes devem ter em mente que os medicamentos psiquiátricos são um elemento adicional e não um substituto para um plano de tratamento abrangente da dor crônica. Esse plano de tratamento é multidisciplinar e deve envolver o profissional de saúde e o paciente, incluindo-se aí educação, recondicionamento físico, avaliação comportamental e avaliação dos papéis familiares e ocupacionais. Além disso, um constante e atento acompanhamento faz-se necessário para monitorar o progresso, detectar sintomas recorrentes ou mesmo interromper um possível tratamento ineficaz.

Opióides

O tratamento da dor lombar crônica com opióides ou narcóticos é amplamente rejeitado em razão da potencial toxicidade ao organismo, do risco de dependência física e da perda de eficácia com o desenvolvimento de tolerância à droga, além do risco de dependência psicológica.

Um grupo seleto de pacientes com dor crônica não-oncológica, incluindo-se aí aqueles com dor lombar, podem experimentar uma melhora sustentada das queixas álgicas com o uso de drogas opióides, sem evidências de toxicidade ou dependência química ou psicológica. De qualquer maneira, o tratamento com essa classe de medicamentos deve ser considerado como último recurso, quando os pacientes não respondem a todos os outros medicamentos não-opióides. Além disso, os pacientes devem ser advertidos sobre os possíveis efeitos colaterais dessa classe de drogas. Deve haver um plano de progressão da dosagem da droga até que o paciente perceba um alívio da dor. Visitas mensais devem ser exigidas a partir desse momento.